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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Aprendendo a amar

Amar é um dos meus passatempos preferidos. E isso já se tornou rotina, notícia velha, daquelas que a gente passa reto, nem lê. Eu tento ficar quietinha, me entreter com o trabalho, um filme, uma música. Mas não adianta, quando percebo já estou suspirando, cheia de pensamentos que trazem um gostinho bom a boca, que fazem cachorrinhos pularem e estremessem o corpo de qualquer um da cabeça aos pés. Por todos os lados vejo fagulhas de esperança, gestos carinhosos e palavras cheias de sentimento.

O amor é núcleo do universo para mim. É o principal nutriente para se plantar o bem. E quando esse jardim está florido, não consigo me conter. Ando com a felicidade estampada no rosto, falante e tranquila. Cheia de motivações, querendo que todo o mundo acredite, que todo o mundo sinta essa atmosfera de paz. Depois que aprendi a senti-la, não ouvi mais a solidão bater em minha porta.

Ele já foi meu inimigo, já me fez chorar, sentir raiva e querer sumir. Mas simplesmente porque eu não entendia sua essência, ainda não havia conhecido a palavra solitude, não havia aprendido a diferença entre amar e se apegar. Por vezes nos deixamos levar pela vontade de se apropriar das coisas, das pessoas, esquecemos de apreciar, observar de longe, deixar voar.

Todo esse apego, essa apropriação, é o que nos frustra. Afinal, nada é nosso nessa vida, a não ser o que pensamos e sentimos. O resto, é do mundo. Por isso transformei o amor em onda, em carinho, em algo inatingível. Em vez de usá-lo para suprir necessidades biológicas, carência e vazios. Uso-o para sorrir e deixar a vida mais leve.

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