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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Ontem, vulgo sempre


Ontem, quando te abracei, só conseguia pensar no quanto gostaria de permanecer. No quanto teu corpo me aquece e tua presença traz paz. Pensava no teu beijo gelado de cerveja, aquele que me arrepia e quando tu põe a mão no meu cabelo fazendo minhas pernas amolecerem. Fiquei com aquela cara de boba apaixonada, te admirando, pedindo aos céus que teu sorriso fosse pra sempre meu. 

Ontem, quando te chamei pra beber um vinho, pensava em ouvir tuas histórias, aquelas sem graça, mas que me fazem rir pelo teu jeito de contar. Queria saber mais da tua vida, mais do teu dia, mais das tuas estranhezas. Talvez eu ficasse corada, talvez não conseguisse esconder, talvez até me declarasse. Afinal, tu sabe que vinho me deixa ainda mais maluca, ainda mais sensível, ainda mais apaixonada. Se é que é possível.

Ontem, quado disse que iria embora, queria que tu me convencesse de ficar, trancasse a porta, engolisse a chave e, com jeitinho, me puxasse pelos cabelos. Pensei que ainda dava tempo de ver um filme, daqueles bem longos e comer uma pipoca. Ah!Já te contei que as de microondas só ficas boas na tua companhia?

Ontem, quando te pedi uma massagem, estava morrendo de saudade do teu toque. Precisava sentir teus dedos percorrendo minhas costas, assim como preciso de ar para sobreviver. Fingi que não existia um mundo lá fora e que teu cobertor era refugio em tempos de guerra. Tu riu da minha concentração contando tuas pintinhas, são tantas, espalhadas, confusas e lindas. Pensei que não seria ruim me perder ali, mas que também seria bom demais se me encontrasse. Então, de vez em quando me perco, outras vezes me acho. Mas sempre em ti. 

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