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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Despi tua alma

Queria saber de onde vem esse arrepio que sinto quando nos tocamos, essa vontade de avançar na tua boca, fazer de nós um só. Esse aconchego nos teus braços, lugar tranquilo e fervoroso. Vem cá, me conta, qual o teu truque? Explica por que estas aqui do meu lado e sussurra que não queres sair, diz que eu não estou louca, que essa sintonia entre nós realmente existe e que estas gostando disso tudo tanto quanto eu. Te despi por inteiro, corpo e alma. Essa dança não vai te esperar a vida inteira, entra logo. Vê se não julga minha melancolia nas madrugas de tpm, e não repreende minha alegria nas de loucura. Afaga meu espirito. Mas respeita meu casulo. Acarinha minhas costas, bem de leve, quase sem encostar.

Desliza tua barba no meu pescoço, segura firme na minha nuca, me faz vibrar com essa intensidade que só tu consegues me transmitir, Diz que teu coração acelera como o meu, que te sentes nervoso toda vez que nos vemos, mas que aos poucos eu te inundo com a minha paz. Diz que o que faltava em ti, era eu. Sim, eu quero ouvir. Eu quero ter a certeza de que vale a pena me arriscar, que não vou cair em algum buraco vazio, que não estou bancando a Alice.

Coloca as cartas na mesa. Eu não gosto de joguinhos. Chega mais e causa um terremoto dentro de mim. Mas cuidado pra não me balançar demais e me deixar cair. Da aquele sorriso de canto que me faz cair de amores, me olha nos olhos, pega minha mão. Não tenta controlar essa vontade de correr até mim, até porque a minha eu não controlo não. Me abraça com força, conta sobre os mil ensaios até ter coragem de me abordar. Diz que não teve dúvidas quando precisou decidir entre pular fora ou pular dentro. Que eu não preciso ter medo de ser machucada de novo. E fica tranquilo, eu quero o mesmo que tu. Um simples gostar.

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