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quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Olhos de quem ama

Quando te vi pela primeira vez, o ar sumiu e minhas pernas amoleceram. És a combinação perfeita de beleza e simpatia. E desde de então, parece que estou maluca, afinal, não é isso que o amor faz? Vi minhas convicções se quebrando, minha razão se esvaindo e todas as pessoas sumindo, só conseguia pensar em como te ter. Quando te vi, mudei, ali, instantaneamente. Não enxergo mais o mundo da mesma forma, agora é um misto de nossos olhares, como se eu pudesse ver, também, através de ti. Apaixonei-me. Percebi que não existe certo e errado. Não existe demônio ou santo. Não existem regras e paradigmas. Só existe um sentimento tão forte que não pode ser controlado, muito menos compreendido. Se um dia fui ciumenta, hoje sou equilibrada, se um dia fui indiferente, hoje me tornei atenta e interessada. Se um dia fui impaciente, hoje eu espero. Tudo para que essa calmaria gostosa, chamada amor, não se perca pelos becos escuros da saudade.

Não me reconheço, nem me procuro, enxergando com olhos de quem ama, me construo, com esses esboços e croquis que a paixão oferece. Percebi que quem ama não veste armadura e joguei a minha fora. Não se faz de difícil, nem se deixa a deriva. Quem ama, não procura a tal da felicidade, apenas a põe pra fora. Quem ama sabe, nesse jogo de gato e rato, tão repercutido atualmente, os dois saem perdendo. Aos olhos de quem ama, um carinho é uma fortaleza. Quem ama, não é racional, não escolhe momento certo, nem marca hora pra dizer o que sente. Quem ama, e é amado, não tem medo, se joga, sente. Quem ama, não deixa os amigos de lado, aumenta o grupo. Quem ama descobre que liberdade é ter muitas opções, e ainda assim, escolher sempre a mesma. Quem ama se tem inteiro, e soma, não precisa completar, nem se encaixar. Quem ama, olha sua plantação e se orgulha, sabe que ali só crescerão ótimos frutos.


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