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sábado, 28 de maio de 2011

Abalada.

A cada palavra que surge na minha mente, uma lágrima escorre de meus olhos. Não sei dizer o porque, elas simplesmente saem, fazendo seu trajeto impiedoso. Discretas aos olhos dos outros, silenciosas aos ouvidos, mas ardidas para mim.
Essa dor me agoniza, me deixando perdida no meio de um labirinto estranho, com suas paredes enormes e assustadores, não sei para que lado ir, se corro ou caminho, se existe realmente um saída. Então fico ali, quietinha, tentando suportar a dor e querendo ser forte para aguentar.
Abro os olhos e minha visão fica embaçada, como o espelho depois de um demorado banho quente, que demora para voltar ao normal, então prefiro fechar-los novamente. Dormir, dormir e dormir é a minha vontade durante cada segundo, já que é a única maneira de não ver, ouvir, sentir e pensar. É apenas eu e meu inconsciente, que há tempos não se manifesta, não cria sonhos com meus profundos e desconhecidos -até por mim- desejos.
Um emaranhado de acontecimentos, marcantes, pesados demais para que eu suporte com sorrisos a todo instante.

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