Páginas

domingo, 17 de abril de 2011

Afogando-me.

Como se eu estivesse com uma corda em meu pescoço, me enforcando, o ar vai sumindo e a sensação de que ele nunca existiu toma conta de mim, mas é agora que eu mais preciso dele. Meu corpo cansado de tanto lutar pensa em desistir, vai deixando os movimentos bruscos para trás e o batimento cardíaco mais suave.
Não sei que direção tomar, acabei me perdendo naquele azul cristalino e calmo que em poucos segundos se tornou uma escuridão furiosa querendo me devorar, e agora do que me importa se no final irei morrer e lhe digo que o final está próximo, consigo vê-lo. A água esta congelante, adormecendo todo meu corpo, e fazendo meu sangue lutar para se manter quente e não deixar que tudo acabe. Sinto vibrações no corpo todo e já não consigo mexer um dedo se quer.
Apesar de tudo encontro uma força interior que me deixa pensar, relembro momentos bons com pessoas especiais para mim e quando percebo, minha boca se ergue num sorriso, sinto um calor resplandecente que me faz esquecer aquele frio da água. Minha pele parece ser tocada por mãos acolhedoras. Tudo fica escuro e todos as sensações desaparecem. Acabou.
Não, na verdade é só o começo, ou melhor, o recomeço. Meu recomeço.

Nenhum comentário:

Postar um comentário